| Alimentação
Situações mais comuns:
– A
mãe oferece muita comida e a criança não consegue comer
tudo o que lhe está sendo oferecido.
–
Não existe uma regularidade nos horários das refeições. A
mãe oferece comida à criança a todo o momento e essa se nega
a comer por uma razão muito simples: não está com fome.
–
Não existe variedade nos alimentos que são oferecidos à
criança. Existindo o que chamamos de "monotonia alimentar".
–
O ambiente onde a criança realiza as refeições não é apropriado,
existindo muito barulho, televisão ligada, discussões etc.
–
A criança quer chamar a atenção dos pais, pois sabe que
o fato dela se negar a comer implica dizer que os pais irão
tentar de tudo para que ela coma, como fazer brincadeiras,
contar estórias de aviãozinho etc.
– A mãe está tensa demais para que seu filho coma e, como
o laço mãe / filho é muito estreito, a criança acaba absorvendo
toda essa ansiedade e como, resultado, se nega a comer.
– Está nascendo um dentinho novo e a gengiva está dolorida,
impedindo a criança de mastigar os alimentos.
– A criança tem mais de 1 ano e ainda toma muitas mamadeiras.
Este fato faz com que ela não venha a aceitar bem os alimentos
sólidos. –
A criança não gostou da comida. Muitas mães fazem a comida
da criança separada, sem tempero e às vezes nem chegam a
provar não verificando, desta forma, que ficou faltando
sal, por exemplo.
– Os pais oferecem alguma guloseima se a criança não come.
Desta forma a criança se condiciona: toda vez que não comer
tem guloseima. – A aparência do prato não agradou
à criança.
– Existe, na refeição, algum ingrediente que não
agrada o paladar da criança. –
É fundamental falar um pouco sobre "Necessidades Nutricionais"
da criança. Pois é de suma importância que as mães saibam
que existe um motivo real para o fato de seu filho ir perdendo
o apetite à medida de cresce.
Recomendações
de Ingestão Energética para crianças de 0 a 10 anos de idade:
|
IDADE
(anos)
|
SEXO
|
NECESSIDADE ENERGÉTICA
(Kcal/Kg) |
|
0
- 0,5 |
M/F |
108 |
|
0,5- 1,0 |
M/F |
98 |
|
1-3 |
M/F |
102 |
|
4-6 |
M/F |
90
|
|
7-10
|
M/F
|
70
|
RDA,
1989 |
De
acordo com a tabela acima, observa-se que a necessidade
energética vai diminuindo progressivamente à medida que
a criança cresce, o que torna a falta de apetite uma ocorrência
absolutamente normal. Se o corpo da criança necessita de
menos energia, é normal que sua fome diminua.
As mães que insistem em dar suplementos
nutricionais, sem orientação, podem estar contribuindo para
que seu filho torne-se um obeso. Pois a energia extra que
a criança está recebendo, sem precisar, passa a se acumular
em seu tecido gorduroso. Mas, o que poucas mães sabem, é
que o número de células gordurosas de uma pessoa é definido
na infância (até 2 anos de idade) e existindo um número
muito grande de células adiposas, no organismo adulto, para
a pessoa controlar seu peso é mais difícil. Ao contrário
daquela pessoa que, na infância, recebeu uma dieta balanceada
e produziu um número normal de células gordurosas.
Algumas dicas úteis para a alimentação
da criança:
–
Oferecer porções de comida adequadas à criança. Deve-se levar
em conta a capacidade do estômago da criança.
– Deve existir uma regularidade nos horários das refeições.
E, caso a criança não queira comer numa determinada refeição,
não deve-se dar guloseimas. Adiante um pouco o horário da
refeição seguinte. A criança provavelmente estará com mais
fome.
– Não deve existir "monotonia alimentar". Ofereça
alimentos os mais variados possíveis. Deixe que criança conheça
os diferentes sabores dos alimentos e decidir quais ela gosta.
– O ambiente onde a criança realiza as refeições
deve ser tranqüilo e harmonioso. Os familiares devem evitar
para que a criança se sinta o centro das atenções, para
tanto, devem procurar estabelecer diálogos, etc.
– Não atender as chantagens da criança. Por exemplo: a criança
só abre a boca se primeiro contar uma estória de aviãozinho.
Isto deve ser evitado. O ideal é que a mãe ou a pessoa que
está dando a comida estabeleça um relacionamento agradável
sem chantagens. Uma boa opção é conversar com a criança sobre
fatos da vida dela. – Estimular a criança a
comer sozinha. Muitas mães não apreciam esta idéia devido
a sujeira que os pequenos fazem. No entanto, quanto mais
eles treinam, mais rápido aprenderão a comer sozinhos. E,
para a criança, torna-se um prazer poder segurar a colher
e levar o alimento à boca.
– Se estiver nascendo um dentinho novo, deve-se ter paciência
e procurar dar alimentos mais macios. Não precisa dar um
dieta pastosa: a criança pode ficar mal acostumada.
– As crianças acima de um ano não necessitam de
tanto leite como as mães costumam pensar. Nesse período, deve-se
diminuir o número de mamadeiras para, no máximo, duas (uma
pela manhã e uma à noite). E não se deve dar mamadeiras depois
das refeições. Procurar dar leite de outras formas, através
de vitaminas de frutas nos lanches, pudins na sobremesa etc.
– A comida que é servida à criança deve estar
saborosa e atrativa.
–
A criança maior de um ano deve seguir a dieta da família.
Portanto, se todos estão comendo uma macarronada, não podem
exigir que a criança coma uma salada de espinafre ou coisa
parecida.
Fonte:
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