Obesidade: cuidados
Os médicos
advertem: quanto mais gordo, pior. Forte,
rechonchudo, cheio de dobrinhas. No bebê fica uma
graça. Mas quem quer ser um adulto obeso? Só
que uma situação pode levar a outra. E lá
se vai o sossego de tanta gente que passará a vida
contando calorias e aprisionada a dietas de fome. Por que
arriscar seu filho tanto assim?
O sentido do paladar
Obesidade
é doença, sim. E começa ainda no útero,
quando uma dieta mal orientada da futura-mamãe leva
o bebê a nascer com excesso de peso. E pior: demonstrando
preferir os sabores que ela se acostumou a experimentar.
É
verdade que o gosto meio alcalino e a consistência
sempre igual do líquido amniótico não
lhe permitiram desenvolver muito o sentido do paladar. Mas
ele consegue distinguir, ainda que de forma rudimentar,
o principal: doce, salgado, amargo e ácido.
Se,
durante a gestação, sua mãe consumir
uma grande quantidade de doces, por exemplo, a tendência
é de que ele também venha a gostar mais deste
tipo de sabor.
Adeus, dobrinhas
Em
média, os meninos nascem com 3,300kg e 51cm. As meninas,
com 3,100kg e 50cm. Ocorrem pequenas variações
na tabela, mas tem que haver uma certa proporcionalidade
entre altura e peso.
Nos
padrões antigos, o chamado bebê saudável
tinha enormes bochechas, braços, pernas e pescoço
cheios de dobrinhas. Hoje, sabe-se que a obesidade causa
desde disfunções renais e cardiovasculares
a diabetes, distúrbios de crescimento e outras doenças.
Além de influir negativamente na auto-imagem e no
equilíbrio emocional da criança.
Gordura x formosura
Os
atuais índices de crescimento que levam em conta
idade, peso e altura consideram obesos os bebês que
estão 20% acima da tabela ideal. Para isso, contribuem
a herança genética, o sedentarismo, a alimentação
inadequada e a própria ansiedade da família.
Não
são nada raras as comparações com os
bebês das revistas, tão bonitos e...gordinhos.
Bem comum também é o hábito de interpretar
a simples manha como fome. Ou de achar que seu leite não
é suficientemente nutritivo, apelando para uma complementação.
O
neném pede ou aceita a comida, não somente
pelo apetite. Passa a fazer isto pela necessidade de suprir
alguma carência emocional. Daí para a obesidade,
o caminho é curto. E cheio de deliciosas tentações.
Nem tudo são doces
De
grama em grama, a criança se mostra cada dia mais
voraz. Começou fofinha, bolinha mas, alguns anos
depois, quando chegar à escola, os apelidos não
serão nada carinhosos. Assim como sua relação
com os amigos e com ela mesma.
Por
isso, tão importante quanto tratar a obesidade é
detectá-la o quanto antes. O pediatra normalmente
dá o primeiro sinal de alerta. A partir deste ponto,
cabe aos pais, com a orientação do médico,
promover uma mudança radical no comportamento e nos
hábitos alimentares da família.
Os
resultados demoram um pouco a aparecer. Mas é preciso
insistir. E estar ao lado da criança para, junto
com ela, descobrir novos sabores. Menos doces. Muito mais
saudáveis.
Dicas
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Até
os 6 meses, pelo menos, o bebê só precisa
do leite materno. Ele tem todos os nutrientes necessários
para o seu pleno desenvolvimento.
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A partir do 6º mês, começa a alimentação
sólida, com papinhas de frutas e legumes. Aos
poucos, vá ampliando o cardápio para que
ele consuma também vitaminas, proteínas,
carboidratos e sais minerais, na medida certa.
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Respeite os horários das refeições
principais, evitando substituí-las por mingaus,
biscoitos, sanduíches ou sorvetes.
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Estimule as atividades físicas, como a natação,
indicada desde cedo. Leve seu filho diariamente ao playgroud
ou à pracinha, para pedalar, correr, escalar
os brinquedos, movimentar-se.
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Evite os refrigerantes, que ficam para as festinhas
e os finais de semana. Em seu lugar, ofereça
sucos de frutas variados.
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Lugar de comer é na mesa e não na frente
da televisão.
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A educação alimentar começa pela
família. Afinal, se devorarmos barras de chocolate,
como convencer nossos filhos a preferirem frutas na
sobremesa?
Atenção!
Não usar jamais a comida como consolo para momentos
de tristeza, nem como um tipo de recompensa.
Por
Regina Protasio
Consultor: Dr. Paulo Roberto Lopes, pediatra
Fonte: http://www.topbaby.com.br/
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