| Teste do Pezinho
Este teste consiste em um exame de sangue para triagem
de erros metabólicos e doenças congênitas.
Sua solicitação é obrigatória
pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.
Para garantir um resultado confiável o ideal é
que seja realizado após 72 horas de vida, quando
o bebê já está mamando bem. Por este
motivo sua coleta geralmente é feita após
a alta hospitalar. Através de uma "picadinha"
no calcanhar são colhidas em papel especial três
gotinhas de sangue, que são enviadas para o laboratório.
No teste básico ou tradicional são pesquisadas
duas doenças, o hipotireiodismo e a fenilcetonúria.
A primeira refere-se a um mau funcionamento da glândula
tireóide (que fica no pescoço). Para seu tratamento
pode ser necessário o uso de remédios. Na
segunda, o organismo da criança não consegue
aproveitar uma substância chamada fenilalanina, presente
em muitos alimentos. Para tratá-la é necessária
uma dieta especial sem fenilalanina. Ambas, se não
tratadas, podem acarretar vários problemas, entre
eles um comprometimento do desenvolvimento neuro-psico-motor
do bebê.
Alguns laboratórios realizam com a mesma amostra
um número maior de testes, pesquisando outras doenças
congênitas. Como por exemplo a fibrose cística,
um mau funcionamento de algumas glândulas que pode
ocasionar problemas pulmonares, diarréias e déficit
no crescimento. Este é o teste do pezinho plus ou
ampliado no qual quase 30 doenças congênitas
são pesquisadas, como por exemplo a anemia falciforme.
O resultado demora por volta de 30 dias para chegar, mas
se houver algum problema com o exame os pais são
avisados antes deste prazo.
As doenças metabólicas são raras,
mas devem ser diagnosticadas e tratadas precocemente para
evitar danos ao desenvolvimento da criança.
Embora um resultado normal neste teste seja recebido pelos
pais como uma garantia de que seu bebê não
tem e não terá nenhum problema neurológico
ou intelectual, isto não é verdadeiro. O teste
do pezinho normal não afasta a possibilidade de ocorrer
deficiência mental ou comprometimentos neurológicos
por outras causas, genéticas ou adquiridas. Também
não diagnostica as síndromes genéticas,
como por exemplo a síndrome de Down.
Só o acompanhamento de rotina realizado pelo pediatra
pode atestar a saúde do bebê.
Fonte: Guia do Bebê |